Não é uma tarefa fácil torcer para o colorado nos últimos anos, entre promessas vazias de políticos que se acham o dono do clube e fiascos no gramado do gigante, está o torcedor sem compreender o que acontece com o clube do coração.

É fato que a seca de grandes conquistas se estende além das cercanias da gestão Barcelos, são mais de dez anos de absoluto nada, incluindo uma trágica segunda divisão. Que nem essa, mesmo vexatória o torcedor conseguiu comemorar, pois até este título foi perdido.Alguns mais supersticiosos diriam que a valsa do Sasha foi parte responsável, outros diriam que o Inter se afogou na própria soberba acreditando de fato ser um clube autossuficiente. Só que no futebol brasileiro não há gestão e dinheiro que sobreviva a dirigentes inescrupulosos.

Porém mesmo com tantas eliminações, times medianos e dividas cada vez maiores, os últimos três anos tem se mostrado cada vez piores. É como se o clube, a instituição, estivesse em um vórtice de humilhação constante.

Quando a torcida colorada acreditava que nada poderia piorar, a atual gestão mostrou que o fundo do poço é só uma metáfora irrelevante, sempre nos mostrando que o pior ainda está por vir.

Campeonato gaúcho, copa do brasil, libertadores e brasileiro, são vergonhas, eliminações e vexamos que nunca acabam. O mundo colorado está cada vez menor, a torcida cada vez menos acredita e isso representa um perigo muito grande para o próprio futuro do clube.

A torcida cresce e se mantem, com títulos e batalhas campais que ficam enraizadas na cabeça do torcedor. Sem isso novas gerações não vestem o manto colorado, por entender que o clube não lhe dará alegrias.

O Resultado dentro do campo tem reflexos profundos na estrutura do clube, nas pretensões e planejado da instituição. Se as torcidas não se mantem ou aumentam, se perde força e assim dinheiro e poder de negociação.

Como explicar para um jovem que está começando a entender o futebol, que torcer para um clube que nem em final de campeonato regional chega é a melhor opção. Jovens ainda não compreendem a história e como o colorado foi forjado.

O que importa é a emoção e a alegria, coisas que foram tolhidas do torcedor colorado nesse momento, que continua a vestir o vermelho, porem desta vez o da vergonha.

Pablo G. R. Danielli

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