A copa do mundo é sem dúvida a competição mundial que mais envolve pessoas com a sua paixão. A olimpíada outra competição de nível global não tem esse efeito sobre as diferentes classes sociais até mesmo pela diversidade de categorias esportivas envolvidas. 

Audiência, propaganda, lucro e discursos políticos fazem parte do pacote de um evento que tem um alcance cada vez maior. Cinco continentes, ilhas remotas, vilarejos isolados, aonde for, existirá um tv ligada no maior evento esportivo já realizado pela humanidade.

Porém o torneio tem em sua essência a competição, e sendo assim o objetivo é ganhar, virar lenda e ficar para sempre na história do seu país. Isso nos mostra que a evolução da competição não é apenas nos números, mas nas esquipes, desta forma cada vez mais com jogos equilibrados.

A Europa prevendo essa evolução de países tecnicamente inferiores nos últimos anos, preferiu se fechar em um eurocentrismo esportivo. Elaborando calendários que claramente excluíram qualquer possibilidade de comparação esportiva com outros continentes como América, África, Asia e Oceania.

Entretanto com um mundo cada vez mais globalizado, jogadores, técnicos e equipes esportivas estão cada vez mais presentes no “velho continente”. Indiretamente equilibrando o “jogo” por assim dizer.

Jogadores e comissões técnicas, de países africanos, árabes, asiáticos e latinos americanos disputam as principais competições europeias, aprendem o que existe de ponta em termos táticos, técnicos e físicos e retornando para seus países ajudando a desenvolver ainda mais o esporte.

A Europa acreditou que bastava em si mesmo, porem esqueceu que o mundo não é mais colonizador e colonizado, apesar de algumas “potencias” ainda manterem países subdesenvolvidos em baixo de suas asas.

Nas primeiras rodadas da copa do mundo as chamadas “zebras” se tornaram comuns, para espanto de alguns veículos de comunicação, mas não para quem tem desenvolvido o trabalho silenciosamente. É fato que ao afunilar o torneio as velhas seleções estarão ocupando os lugares de destaque, porém a pergunta que fica depois desta copa é: Por quanto tempo ainda as velhas seleções se manterão no topo?

Técnica, tática e habilidade estão cada vez mais sendo aprimoradas, tirando o Brasil com sua vasta vocação de revelar craques, seleções ditas mais fracas evoluem rapidamente, ameaçando a supremacia europeia.

Talvez seja a hora do velho continente rever seus conceitos e abrir suas portas para a cooperação entre as seleções. Pois corre o risco nas futuras competições de ser justamente ultrapassado por não querer ninguém no seu “clubinho vip”.

Com o aumento do número de seleções, fica ainda mais ameaçado o reinado europeu, quem não perceber as possibilidades que isso implica, vai ficar no passado. Como a Itália, que já estão à duas competições fora.

A Europa se fechou, mas a Copa é do Mundo!

Pablo G.R. Danielli

 

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